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Komondor

O Komondor, também conhecido como “cão esfregona”, é uma raça grande e poderosa, com um pelo branco extremamente distinto que se entrelaça em cordas longas, devendo ser cuidadosamente separado à mão.

Sendo uma raça desenvolvida para trabalhar de forma independente, o Komondor é altamente autossuficiente, protetor e, por vezes, teimoso. No entanto, também pode ser um cão calmo e equilibrado, tornando-se um guardião fiável e um excelente cão de vigia.

O que necessita saber :
  • Cão adequando para donos experientes
  • Necessário muito treino
  • Gosta de passeios com alguma atividade
  • Gosta de dar passeios de uma hora por dia
  • Cão grande
  • Cão que se baba pouco
  • Requer tratamento do pelo diária
  • Raça hipoalergénica
  • Cão pouco vocal
  • Cão de guarda. Ladra, alerta para situações de perigo e protege fisicamente se necessário.
  • Pode precisar de treino antes de viver com outros animais
  • Pode precisar de treino antes de viver com crianças

Características :

Esperança Média de Vida:10-12 anos
Peso em Adulto: 50-61 kg (machos) | 36-50 kg (fêmeas)
Altura: 80 cm (machos) | 70 cm (fêmeas)
Cores: Branco
Porte: Grande

Avaliação :

Adequado para Famílias:     5/5
Necessidade de Exercício:     4/5
Fácil de Treinar:     4/5
Tolerância para ficar sozinho:     2/5
Sociável com outros animais:     1/5
Nível de Energia:     2/5
Escovagem e Higiene:     3/5
Queda de Pelo:     3/5

Personalidade

Ao longo dos séculos, o Komondor foi selecionado para ser um cão de guarda extremamente protetor e desconfiado com estranhos. Mesmo os exemplares mais dóceis continuam a ser cães de grande porte, com uma força impressionante e um pelo que exige muitos cuidados para se manter limpo e sem odores.

São leais e devotos à família, mas essa proteção inata pode levá-los a reagir exageradamente a ameaças, o que pode representar desafios para os donos. Assim, esta não é uma raça adequada para quem procura um cão sociável ou de companhia, mas sim para quem deseja um guardião dedicado e estável.

História e Origens

País de Origem: Hungria

O Komondor é uma raça antiga conhecida na sua terra natal da Hungria há milhares de anos. Chegou à Hungria com os nómadas magiares, onde desempenhava a função de guardião de rebanhos. Acredita-se que possa descender do imponente Ovtcharka, outro cão pastor e protetor de gado, originário da região do Cáucaso, no sudoeste da Rússia. A pelagem distinta encordoada oferecia proteção não apenas contra o clima adverso, mas também contra os predadores mais ferozes, inclusivamente os lobos.

 

O Komondor é, no geral, uma raça robusta, mas pode ser propenso a algumas condições de saúde, como:

  • Displasia da anca
  • Dilatação e torção gástrica
  • Infeções nos ouvidos
  • Problemas de estômago
  • Sensação de gás abdominal

O Komondor é geralmente uma raça bastante saudável, robusta e sem grandes problemas de saúde reconhecidos a nível de raça.

 

O Komondor é um cão que exige um dono experiente e um ambiente adequado. Adapta-se melhor a zonas rurais e a casas com poucos visitantes, uma vez que pode demorar a aceitar estranhos. Além disso, o seu pelo requer cuidados específicos que não podem ser deixados apenas a um profissional da tosquia.

Quando molhado, o pelo de um Komondor tem um cheiro intenso e pode demorar dias a secar completamente. Se tem um estilo de vida adequado, terreno e, idealmente, gado, este pode ser um cão desafiante, mas extremamente gratificante.

 

O Komondor precisa de cerca de uma hora de exercício diário, complementada com treino e atividades que o estimulem mentalmente, como jogos para cães. O acesso a um espaço seguro onde possa correr livremente e um jardim bem vedado são essenciais para o seu bem-estar.

 

Sendo um cão de grande porte, com um pelo volumoso e propenso a apanhar sujidade e água, o Komondor precisa de uma casa espaçosa e bem vedada.

Após o banho, pode demorar horas (ou até dias!) a secar completamente, pelo que é essencial ter um espaço adequado para lidar com um cão molhado e peludo. O Komondor adapta-se melhor a ambientes rurais, pois em zonas urbanas tende a sentir-se constantemente em alerta e estressado.

 

As raças caninas de porte grande, para além de terem muito apetite, carecem de um equilíbrio nutricional incluindo minerais e vitaminas, quando comparado com raças de cães mais pequenas. 

Os Komondors são suscetíveis a terem problemas de estômago e sensação de gás abdominal; refeições mais pequenas e mais frequentes podem ajudar a minimizar este risco.

 

Não é por acaso que são chamados de “cães esfregona”! O pelo do Komondor é composto por uma camada superior áspera e uma camada inferior mais suave. Ambas se entrelaçam para formar cordões, que podem crescer até ao nível do chão se não forem aparados.

É essencial verificar o pelo do cão depois de cada passeio, pois ele tende a arrastar folhas, ramos e outros detritos pelo caminho!

O pelo nunca deve ser escovado. Em vez disso, os cordões devem ser mantidos separando manualmente os novos crescimentos de pelo, a partir da pele, a cada dois meses. Os novos donos devem aprender esta técnica com o criador ou com um especialista na raça.

A manutenção dos cordões é um trabalho que requer tempo e dedicação e não pode ser negligenciada, pois caso contrário os cordões irão unir-se, formando nós densos e difíceis de remover. Além disso, poucos groomers estão preparados ou dispostos a tratar deste tipo de pelo, pelo que será algo que terá de aprender a fazer.

 

O Komondor não é um cão fácil de treinar!

Devido à sua história, esta raça foi selecionada durante gerações para ser naturalmente desconfiada de estranhos e para reagir com agressividade contra qualquer animal (incluindo humanos) que represente uma ameaça percebida. Assim, é fundamental um controlo cuidadoso para evitar erros de julgamento que possam levar a situações problemáticas.

O treino do Komondor deve basear-se em reforço positivo, paciência e consistência, mas este não é um cão que goste de treinar apenas pelo prazer da aprendizagem ou para receber um simples petisco.

 

O Komondor adapta-se melhor a famílias que vivem em zonas rurais, com espaço seguro, poucas visitas regulares e tempo e dedicação para cuidar do pelo, do treino e do exercício físico do cão.

Se viver como cão de família, recomenda-se que conviva com adolescentes experientes com cães, pois o pelo denso e cordado dificulta a leitura da linguagem corporal do cão e a sua personalidade não é a mais tolerante ao comportamento típico de crianças pequenas.

Ainda que muitas raças sejam conhecidas por serem boas com crianças, é essencial ensinar tanto os cães como as crianças a respeitar-se mutuamente. Nenhuma criança deve ficar sozinha com um cão sem supervisão de um adulto.

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